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Minha vida na Europa. O que mudou? Parte 2

Dando continuidade ao último post sobre a minha percepção com a mudança de país, Brasil x Irlanda, vou contar mais um pouco sobre até agora, o que a Ilha de Esmeralda está proporcionando para mim e a minha família.

Antes de prosseguir sua leitura, aconselho dar uma lida no Minha vida na Europa. O que mudou? Parte 1 para quem sabe te ajudar a encontrar o pote de ouro e nos encontarmos junto aos Leprechauns. Hehehe 

Tenho recebido alguns e-mails e mensagens de seguidores e até mesmo de amigos com o seguinte questionamento:

Você acha mesmo que valeria a pena passar por “tudo isso” de novo? Eu responderia que 2, 3, 4 vezes se fosse necessário. Sabe aquela história do… Se dedica ao vestibular, que lá na frente você irá colher bons frutos? Pois bem! Mas claro, para alcançar o sucesso no seu objetivo só depende de uma pessoa. Tam tam tam… Você! Acredite. Não perca o foco, encontre uma trajetória que te levará ao pódio e Go!

Um pouco mais das minhas percepções

Continuando…

34. Experimentei a batata com vinagre e amei [Isso. Você leu certo], assim como outros pratos, me permiti provar a sopa de frutos do mar – Chowder – já o chá com leite, juro que tentei.

sopa_irlandesa_chowder

35. No Natal coloco as bebidas na varanda para gelar, por ser mais rápido que a geladeira, o difícil é quem vai abrir a varanda e pegar

36. Ando de ônibus, trem, metrô com celular, computador na mão sem ter que ficar olhando para os lados e me preocupando se vou ser roubada

37. Dei a liberdade para o meu filho de ser mais independente, já no Brasil tinha medo dele não estar sob as minhas vistas e com tantas notícias improváveis, o medo de virar estatística

38. Ofereci a oprtunidade do meu filho aprender mais 2 línguas além da portuguesa, se encaminhando para uma terceira com apenas quase 7 anos.

39. A gente se descobre e se redescobre , o que pode ser uma experiência ímpar na sua vida 😉

40. Conheci muitos brasileiros guerreiros com histórias de emocionar e outros com o prazer de te dar a rasteira [Principalmente se for em outro brasileiro]


41. Me acostumei com os horários de fechamento dos shoppings, geralmente às 18h e também de não ter uma ‘Praça de alimentação’ interna

42. Amo o pôr do sol no verão , às 22h, mas dá um nó na cabeça do meu filho, então, todos os dias tenho que explicar que é hora de dormir mesmo com sol

43. Já pedi um sanduíche no Burguer King e veio um sundae. A sorte é que eu ia pedir de qualquer forma na sobremesa. Mentira

44. Já no inverno antes das 16h está escuro e meu filho pergunta se já é hora de dormir

45. Acostumei a chamar as pessoas pelo miss, mrs, mr + sobrenome, dependendo do lugar

46. Entendi que você não pode dar de cara um abraço caloroso [Típico brasileiro], 2 beijihos e adicionar no whatsApp. Um aperto de mão e uma mensagem é de bom tom. Nem preciso dizer sobre o facebook…

47. Quando o gringo sabe que sou brasileira, escuto: Pelé, Neymar…E mais os jogadores que ‘ele” lembrar vai no pacote

48. Acostumei a lavar as roupas na cozinha, a máquina de lavar fica de ‘prosa’ com a geladeira

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49. Fui na casa de uma amiga irlandesa, antes de servir o almoço, janta … Os pratos vazios são colocados antes no microondas para conter o calor e não esfriar tão rápido a comida. Não só curti como adotei na minha casa, mas no forno é melhor 😉

50. Essa mesma amiga [Acho que já sou, não é?  Afinal, depois de 1 ano, fui na casa e dei 2 beijinhos], “sacode” minha cabeça com os seus conselhos sobre a vida e filhos, confesso que abri a minha mente e parei para pensar e não levar tudo tão a sério e me cobrar tanto

51. Já aconteceu comigo de ver brasileiro na rua falando portugês, quando me aproximei sendo gentil e perguntei: Você também é brasileiro? Em frações de segundos a pessoa diz: Sorry? [Com aquele sotaque de “portuglês”] e imediatamente bateu aquela crise de riso interna que tomou conta do meu Ser, então, dei um sorrisinho de canto de boca e abanei a cabeça para um lado e para o outro lentamente e … Welcome

52. Os Irlandeses dão valor a cada euro que ganham. Durante uma conversa com uma irlandesa, fiz uma comparação das festas infantis do Brasil com a Irlanda, de repente parecia que alguém tinha morrido e o silêncio predominou. E em seguida ouvi a indagação: Por que vocês gastam tanto dinheiro com poucas horas, se vocês podem investir na educação ou no futuro do seu filho? [Pensei, mas não falei… Cultura brasileira] Infelizmente, naquele momento parei para pensar em tantas vezes que o meu dinheiro poderia ser melhor investido.


53. A festa do meu filho na Irlanda, segundo ele, foi a melhor da vida inteira [Ele só tem 7 anos] e o que gastei aqui, no Brasil, seria apenas o valor das “lembrancinhas” do final da festa 🙁

54. Mesmo amando o meu país, minha cultura e principalmente um bom açaí, biscoito Globo e Mate na praia [Que saudade!], fiz a escolha de adentrar de cabeça na cultura Irish, me permitindo experimentar e busco constantemente o lado positivo e o que pode me fazer feliz nessa nossa “vida Irlandesa”. Acredito que seja um dos pontos que faz a diferença nessa nova adptação, até porque, o Brasil fica bem longe dessa ilha e viver em conflito corpo x mente pode ser bastante difícil. Aprendi que se a vida te der um limão, além da limonada, teste fazer uma torta. 🙂

55. Fui em um salão barberia, muito comum por aqui, para cortar o cabelo do meu filho e pedi um corte surfista| Asa delta| Cuia |VO. O Irish [Com o estilo de menino do surf da Califórnia, mas mora em Dublin] olhou para mim e perguntou se era para raspar tudo? Nãaaaaaaaooooooooooo. Fui ao google e montei uma galeria com referências, mostrei tutoriais e nada… Ele disse: Aqui na Irlanda, não tem muito mistério nos cortes masculinos, raspa em baixo e deixa grande em cima, mas, esse aí….

conor mcgregor
Corte de cabelo Irlandês

56. Meu filho amou a Irlanda de cara e pede para nunca sair daqui. Eu pergunto, mas o que te faz gostar tanto assim? A resposta ainda me surpreende: o FRIO. Oi?

 

Co-Fundadora e Ceo do Europamos. Mãe do Pedro, Carioca que fala "bixcoito" e portuguesa com muito orgulho. Publicitária, Pós Graduada em Gestão Empresarial e apaixonada em viajar, tem como meta dar a volta ao mundo. Mas por hora, encara o maior desafio da sua vida junto com a sua família na Irlanda.