Um blog com dicas e experiências sobre viagens pela Europa. Aqui contamos a nossa historia :-)

Um passo de cada vez – Vencendo o medo e a ansiedade.

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Solidão e depressão sem dúvida são questões bem delicadas quando o assunto é deixar o país

Tenho muitas amigas no Brasil que me questionam sobre esse problema e acredito que também seja a preocupação de muitas pessoas, medo de não ser aceito, sofrer qualquer tipo de preconceito, nova cultura, clima, idioma e principalmente ter que ficar longe da família e amigos. Entendo que essa questão não é tão simples de ser respondida, pois cada pessoa funciona de uma forma, entretanto, vou tentar compartilhar a minha experiência e o que tem me fortalecido, talvez eu consiga ajudar de alguma forma. 😉

Estude o lugar.

Antes de mais nada, faça um bom planejamento e estude ao máximo o lugar para onde está indo, se tudo o que o local oferece está de acordo com as suas expectativas e da sua família? Qualidade e custo de vida, segurança, educação, saúde, transporte, oportunidades de trabalho, cultura, clima, se existe preconceito com estrangeiros e tudo que você considera fundamental para ser feliz. O importante é estudar cada detalhe até você começar a sentir uma paixão pelo seu futuro lar, então, já será possível avançar para o próximo passo.

 

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Reprodução Google

Não posso dizer que a chegada em um novo país é fácil, quando saímos da nossa zona de conforto, da nossa segurança, deixamos os nossos amigos e principalmente a família para trás, inevitavelmente ficamos suscetíveis a insegurança e o medo. Mas não desanime, seja perseverante, pois aos poucos tudo começa a se encaixar e fazer sentido, então aquela paixão inicial pode se transformar em amor.

 

Um passo de cada vez

Conforme o planejado, eu e minha família, dividimos o nosso grande “problema” em pequenas fatias, para resolvermos com calma e da melhor forma possível, decidimos que a nossa primeira tarefa seria conhecer todas aquelas maravilhas que influenciaram na nossa escolha pela Irlanda, ver de perto como cada coisa funcionava, registrando todos os nossos momentos de felicidade do nosso primeiro verão em Dublin.

 

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Reprodução Google

Depois de aproveitar bastante o final do verão irlandês, começamos definitivamente a resolver os nossos pequenos problemas que estavam pendentes. Após matricularmos o Pedro na escola, tínhamos que sanar questões como: aluguel, abertura de conta em banco, internet, luz, água, telefone, carro, etc. Tudo isso levou aproximadamente duas semanas para resolvermos.

Já na tranquilidade da nossa nova casa, fizemos um ajuste no nosso planejamento de acordo com o cenário, isso foi muito importante para seguirmos sem maiores complicações.

Com tudo em ordem, tratei de ocupar o meu tempo livre com cursos, o blog, atividades físicas, hobbies, não permitindo que a minha cabeça ficasse vazia, pois eu sabia que pelo fato de estar longe neste início, tudo poderia se tornar muito intenso com meus sentimentos, por isso, acho muito importante ocupar o seu tempo com atividades que irão te preencher até você se sentir parte do meio onde vive.

 

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Reprodução Google

Fortalecendo a mente

  1. Procure ter sempre em mente o propósito [seja qual for ele] pelo motivo da mudança e nunca perca esse foco, ele nos ajuda a ter força para cada dúvida que exista em nossa mente para continuarmos em nossos caminhos;
  2. Não se desespere, pode existir uma ansiedade de querer resolver tudo ao mesmo tempo, muitas perguntas vem a tona e se você não tiver um “planejamento mental” organizado, você pode “pirar”. Tenha calma, resolva cada coisa no seu tempo, por isso, lembre-se de alinhar o script ou refaça-o, se for necessário;
  3. Não tome como verdade absoluta a experiência de outra pessoa para você, cada história é única. Cada pessoa tem um tempo, uma perspectiva de ver e viver a vida. Elas até podem servir como referência, mas só depende de você como será o seu enredo;
  4. Para quem tem filhos e não possui muito tempo disponível, procure sair de casa, conheça o local, se tiver problema com o idioma treine bastante com nativos sem medo de cometer erros gramaticais ou algo do gênero, nem que seja puxando assunto no mercado, parques, escolas, isso fará muita diferença;
  5. Após organizar a vida e criar uma rotina, procure introduzir alguma atividade que ocupe seu tempo ou até mesmo se engajar em projetos voluntários aumentando a sua relação afetiva com o lugar, isso ajuda bastante;
  6. Faça amizades, reunir amigos em casa pode ajudar na sua adaptação.

 

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Entre amigas

Conversando com uma amiga brasileira que mora em Portugal, ela me contou que decidiu tirar umas férias de quase trinta dias no Brasil para rever familiares e amigos, depois de seis anos morando na cidade do Porto. Com muita alegria e um brilho marcante no olhar, ela me revelou que no vigésimo dia de férias, já estava com saudade e estava louca para voltar para casa.

Ela me contou sobre suas experiências, seu processo de adaptação e o quanto se sentiu pertencente ao Porto, a cidade que definitivamente escolheu como lar.

Não tenho propriedade ainda para dizer se Dublin será o meu lar definitivo, afinal, só tenho cinco meses de experiência. O que posso dizer é que estou construindo a minha relação de amor aos poucos e me permitindo descobrir essa maravilha de lugar.



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