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Amsterdã desconhecida para os turistas

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[supsystic-gallery id=5 position=center]Ao visitar Amsterdã pela primeira vez na vida, existem duas coisas que chamarão sua atenção logo de cara. A primeira delas é a quantidade de bicicletas circulando pelas ruas, Amsterdã tem 800 mil habitantes e 500 km de ciclovias, que são percorridas por meio milhão de ciclistas todos os dias.

Faça chuva ou faça sol você as verá. A facilidade com que os locais pedalam falando ao telefone, mandando mensagem, carregando sacolas, transportando filhos também é muito impressionante.

Já a segunda coisa que salta aos olhos na cidade são seus belíssimos canais. Construídos há 400 anos para controlar o nível das águas e servir de vias de trânsito, existem 100 km de canais em Amsterdam. Eles são considerados Patrimônio Cultural da Unesco desde 2010 e ajudam a tornar a cidade um destino ainda mais encantador.

Depois de falar a respeito das coisas impossíveis de não reparar ao pisar na cidade, preparamos uma lista de maravilhas escondidas e lugares incomuns e curiosos, que muitas vezes passam batido pela maioria dos turistas. Vamos a eles?

1 – Veja a casa mais estreita do mundo

Um tesouro da arquitetura da cidade fica no número 7 do canal Singel, a poucos passos da Estação Central. Lá está localizada a casa conhecida como a mais estreita do mundo, com apenas 1 metro de largura.

Porém as aparências enganam: a fachada principal da casa tem 7 metros de comprimento e está localizada na parte de trás do canal (estranho, não?). A explicação para este fato é simples: no século 17, os habitantes pagavam impostos de acordo com a largura das construções que ficavam de frente para os canais. Os impostos eram altos, então as pessoas tentavam encontrar maneiras criativas de driblá-los. O bom e velho “jeitinho”.

2 – Visite um santuário flutuante de gatinhos de rua

O santuário de gatos abandonados, o De Poezenboot (“barco dos gatos”, em português), funciona em uma casa flutuante ancorada em um canal desde 1966. Este é o único abrigo flutuante de animais do mundo.

O Local é uma iniciativa de Hariette van Weeld, uma ‘gateira’ que decidiu arrumar uma maneira de ajudar os bichanos que achava na rua. Atualmente o barco abriga 50 gatinhos com apoio de voluntários e doações. O horário de funcionamento é entre 13h e 15h (exceto quartas-feiras e domingos), o barco está na Singel 38G.

3 – Entre em uma autêntica mansão da época da Idade de Ouro

Passeando pelas ruas de Amsterdam as majestosas casas construídas à beira dos canais chamam atenção e intrigam a imaginação. Uma delas pode ser visitada: a mansão Van Loon que hoje em dia funciona como museu. A magnífica residência construída em 1672 pelo arquiteto Adriaen Dortsman, teve como primeiro morador o pintor Ferdinand Bol, aluno do mestre Rembrandt. Em 1884 foi comprada por Willen Van Loon , empresário de sucesso e co-fundador da Companhia Holandesa das Índias Orientais, criada para administrar o comércio com o oriente.

Tudo no interior da mansão se manteve praticamente intacto durante os últimos a séculos e ainda evoca o esplendor da Idade de Ouro. Por todos os cantos estão espalhados tapetes persas, obras de arte, mobiliários clássicos, lustres suntuosos, porcelanas chinesas e até peças de roupas antiquíssimas de integrantes da família. Atrás da casa há um belo jardim com diversas flores e cores.




4 – Surpreenda-se com a igreja escondida no sótão

A partir de 1560 a Holanda se tornou predominantemente protestante e em 1578 foram criadas várias regras para quem seguia a fé católica, que passou a ser apenas tolerada no país. Com isso os católicos tinham que praticar sua religião de maneira muito discreta, quase invisível: as igrejas católicas foram ‘confiscadas’ pelos protestantes, era proibido colocar placas na fachada indicando novos locais utilizados como igrejas, não era permitido andar com bíblias à mostra, as pessoas não podiam se aglomerar para entrar ou sair de missas, nenhum destes locais podiam ser vistos da rua.

Com tanta dificuldade para seguir o catolicismo, cerca de 25 igrejas ‘secretas’ foram construídas na cidade. Uma das mais famosas e que existe até hoje é a Our Lord in the Attic (“Ons Lieve Heer op Solder”, em holandês) que significa “Nosso Senhor do Sótão” localizado em meio ao famoso “Bairro da Luz Vermelha”.

O local pertencia a Jan Hartman, um rico mercador de tecidos que, em 1661, comprou três propriedades vizinhas e uniu seus sótãos para construir a igreja que recebia cerca de 200 pessoas por missa. O local até hoje permanece como antigamente e para chegar ao sótão é necessário percorrer corredores, subir estreitos degraus e passar por portas ocultas. O mobiliário e as louças expostos por lá são do século XVII e também o piso e o teto são originais – para andar pela igreja os visitantes precisam encaixar ‘botinhas’ protetoras sobre seus sapatos.

Até hoje ainda são realizadas missas mensais na igreja do sótão. Casamentos também podem ser realizados no local. O museu recebe cerca de 100 mil visitantes ao ano.

5 – Observe a misteriosa estátua do lenhador

Na Holanda há artistas renomados e suas famosas obras de arte estão espalhadas por inúmeros museus. No entanto, existe no país no mínimo um artista muito talentoso que faz questão de se manter anônimo e a ‘lenda’ sobre sua pessoa começou em 1989, mais precisamente no dia 30 de janeiro.

Na data, que antecede o aniversário da ex-rainha Beatrix (ela abdicou ao trono em 2013), uma estátua de bronze de apenas 50 centímetros apareceu entre os galhos de uma árvore da Leidseplein e intriga os moradores desde então. A imagem que representa um lenhador serrando o galho onde se encontra posicionado, é discreta e precisa de atenção para ser ‘encontrada’ em meio às folhas.

Há quem acredite que a própria ex-rainha (atual princesa) Beatrix seja a artista por trás da misteriosa obra de arte.

6 – Curta concertos de rock em um abrigo antibombas

Escondida embaixo da fundação de uma ponte no Vondelpark está localizada uma das baladas mais inusitadas de Amsterdam, a Vondelbunker. O local foi originalmente planejado como um abrigo antibombas e construído na década de 40.

A partir dos anos 60 o bunker passou a ser um espaço para apresentações musicais e manifestações culturais. Bandas como Pink Floyd, Fleetwood Mac e Frank Zappa realizaram muitos shows no local naquela época.

Durante a Guerra Fria (1946-1991) havia cerca de 40 abrigos em Amsterdam, muitos deles sob pontes como o VondelBunker, que foi concebido para abrigar 2600 pessoas.

7 – Passeie pelas 9 Streets

Conhecidas como o SoHo de Amsterdã, as Nove Ruas (9 Straatjes) são ruazinhas estreitas localizadas no coração da cidade. Por lá é possível encontrar as lojas mais descoladas da cidade e comprar peças feitas por designers locais – de joias artesanais a roupas vintage. O local também está repleto de lojas de queijo holandês (maravilhoso por sinal) cafés charmosos, barzinhos e restaurantes. Aqui é possível saber tudo o que existe nas famosas e adoráveis ruazinhas.

8 – Volte no tempo no Jardim de Begijnhof

Amsterdam é agitada e repleta de pessoas do mundo inteiro, mas existem alguns cantinhos na cidade que nos transportam para locais que mais parecem cidadezinhas do interior. Um deles é o Jardim de Begijnhof.

Localizado no coração de Amsterdam, este lugar foi construído em 1346 para servir de retiro monástico para as Beguinas, uma irmandade feminina católica formada por viúvas ou solteiras. Estas mulheres dedicavam suas vidas à caridade ajudando pobres e doentes, mas não tinham votos religiosos como freiras.

O local possui 47 casas e lá está localizada a residência mais antiga de toda Amsterdã, a Houten Huis, no número 34, que é feita de madeira. Begijnhof também possui uma capela escondida –entre as casas 29 e 30– que era usada durante a perseguição aos católicos.

Para chegar ao jardim você precisa abrir uma porta, que parece de um edifício comum com acesso pela Praça Spui. A entrada é gratuita e o local fica aberto diariamente das 9 às 17h. Importante: o local é uma propriedade particular, portanto é fundamental fazer silêncio durante a visita.

9 – Explore o descolado bairro De Jordaan

O De Jordaan pode ser comparado à Vila Madalena, em São Paulo. Localizado bem pertinho do centro de Amsterdam, o bairro surgiu para abrigar os trabalhadores da expansão da cidade através do cinturão de canais no século 17. Permaneceu como um bairro da classe trabalhadora por muitos séculos, mas entre os anos 1960 e 1970 tudo mudou. O local foi invadido por artistas, estudantes e profissionais liberais que deram uma atmosfera completamente moderninha ao De Jordaan.

Hoje em dia o local é cheio de cafés, restaurantes, bares, lojinhas, brechós e galerias de arte. Um prato cheio para passear a pé observando calmamente tudo o que o bairro oferece de legal.

Aos sábados, bem em frente à Noorderkerk é possível conhecer a noordermarkt, uma feira orgânica com uma infinidade de produtos típicos deliciosos. Por lá, os maravilhosos queijos Gouda podem ser comprados por valores a partir de 4 euros, uma pechincha.

10 – Coma e beba bons drinks com uma vista espetacular

O Blue Amsterdam é o lugar ideal para quem gosta de relaxar tomando uma bebidinha ou comendo algo gostoso com um plus pra lá de convidativo: uma vista 360 graus da cidade. Localizado bem no centro de Amsterdã, o Blue é todo envidraçado e, embora não seja tão alto, oferece uma vista encantadora.

 

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Fonte: Viagem Livre – Catraca Livre

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