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Viver em Dublin. Do sonho à realidade

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O desejo de proporcionar o melhor para os nossos filhos pode nos consumir em alguns momentos, mas também nos fortalece e então nos superamos para tornar real os nossos anseios

Depois que o meu pequeno príncipe nasceu, a vontade de viver fora do país aumentou ainda mais, principalmente quando eu pensava na qualidade de vida, educação e segurança que nós poderíamos proporcionar com essa mudança.

Para mim não foi tão difícil começar, pois tive total apoio do meu marido e logo ficamos totalmente inclinados a resolver essa questão o quanto antes. Depois de muito estudo e pesquisa, encontramos Dublin, um paraíso que atendeu às nossas expectativas iniciais para recomeçarmos a nossa vida, agora em outro país.

Minha Primeira impressão de Dublin

Depois de dois dias que chegamos na Irlanda, era a hora de conhecer o tão esperado centro de Dublin. A sensação era diferente, porque já existia toda aquela referência na minha mente, em relação ao que já havia pesquisando na internet e sinceramente eu estava bem apreensiva no que eu ia encontrar e um certo medo de me decepcionar. Mas, para a minha alegria o sentimento foi tão bom, como uma criança e seu brinquedo novo. Era como se eu estivesse em modo “slow motion”, olhava as pessoas, a arquitetura, os carros, o céu, as novas cores, respirava um novo ar, tudo com um novo sabor, sabor de mais uma conquista alcançada. Claro que a ficha ainda não tinha caído totalmente, a todo momento vinha aquele pensamento: “É… estamos em Dublin, como passou rápido! Deu certo. :)”

Eu amo Dublin
Eu amo Dublin – wordbird.ie

Déjà vu

E por um momento veio um sentimento que não consegui evitar, a sensação de estar no Centro do Rio de Janeiro [acredito que por ser capital, aquela quantidade de pessoas e estar tão traumatizada com todos os acontecimentos de violência que não paravam de crescer] e poderia ser assaltada a qualquer momento, então tratei logo de seguir o ritual de segurança básica: colocar o celular dentro do bolso da frente da calça jeans, dinheiro naquela bolsinha de viagem, jamais atender telefone no meio da rua, essas coisinhas básicas. Eu caminhava, olhava para um lado, para o outro, com aquele sentimento de desconfiança e cabeça a mil, um mix de sentimentos. Foi então que lembrei porque escolhemos Dublin para viver, lembrei que Dublin ganhava disparado no quesito segurança com baixíssimo índice de violência. Dublin é encantadora, possui de muita cultura envolvida por todos os lados, pessoas maravilhosas de diversas partes do mundo dividindo o mesmo espaço com muito respeito e harmonia, por isso, fui me entregando ao lugar aos poucos, respirei fundo e não deixei mais esse sentimento tomar conta de mim. Em pouco tempo perdi o medo, fui invadida pela vontade de compartilhar com a minha família e meus amigos esse momento ímpar.

Algumas certezas que tive sobre a capital Irlandesa neste dia

Que qualquer prato que eu via tinha batata, até mesmo no café da manhã. Batata assada, frita, cozida, com vinagre e para a minha surpresa, amei;

Café da Manhã Irish
Café da Manhã Irish – Reprodução Google
  • Que nunca tinha visto tantas nacionalidades juntas num mesmo lugar, que talvez a “metade” da índia e da Ásia estavam ali; 🙂
  • Que somente eu estava com cachecol e três casacos em pleno verão irlandês;
  • Que para qualquer coisa, até mesmo para um possível esbarrão [que não aconteceu] as pessoas falavam: Sorry;
  • Que os sem teto (Homeless) que encontrei nas ruas, eram pessoas arrumadas, na grande maioria cuidadas e até bonitas, mas pediam dinheiro;
  • Que nunca tinha visto tantas cores e cortes de cabelo, roupas exóticas e comportamentos diferentes em um só lugar;
  • Que os irlandeses são muito gentis;
  • Que a partir daquele momento eu estava livre de vivenciar preconceitos;
  • Que as vezes me via no Brasil pela quantidade de brasileiros falando o português;
  • Que não podia ter medo de falar inglês, mesmo se fosse The book is on the table, e claro, entrar URGENTE em algum curso de inglês.

E na hora do almoço?

Chegava a hora de experimentar a culinária Irish, e claro, já faminta [sempre – meu Deus], fui procurar a praça de alimentação. Esquece, configuração diferente, em cada ponta, meio e entrada do shopping estava localizado uma loja de alimentação – esse ponto eu não havia pesquisado na internet, partiu Mc Donald’s que já resolvia o problema. Depois do meu BigMac, fomos apresentados ao mercadinho brasileiro, olha que maravilha minha amiga dona de casa :), já estava preocupada pois não queria ficar sem a tapioca sagrada de todos os dias.

Neste dia eu não encontrei nenhum pote de ouro, mas meu marido acha que sim, depois que ficamos quase quatro horas dentro da fábrica da Guinness.

Portão da Guinness Dublin
Portão da Guinness Dublin – Foto: Dan-Alexandru

Foto de Capa: Reprodução Google

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