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O corte do Ciência Sem Fronteiras em números

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No fim do mês de julho, o programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do governo federal, sofreu cortes em bolsas destinadas a estudantes de graduação que queiram estudar fora do Brasil.

Até pouco tempo atrás, os alunos de graduação eram os principais beneficiários do programa: das mais de 98 mil bolsas concedidas desde 2011, nada menos que 79% foram destinados para membros desse grupo.

Nos anos de vigência, o orçamento do CsF para internacionalização de estudantes foi de R$ 12 bilhões. Com a crise econômica e enxugamento das contas iniciado pelo governo interino de Michel Temer (PMDB), o Ministério da Educação (MEC), do ministro Mendonça Filho, irá aplicar o corte previsto de R$ 3 bilhões ao ano.

Desde 2014, a Capes, um dos órgãos que gerencia o programa no MEC, não lança novos editais para bolsas. Em 2015, as vagas mantidas caíram de 35.223 para 13.402, com investimento também cortado por três (de R$ 3,7 bilhões para R$ 1,2 bilhão).

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que também financia estudantes pelo CsF, não divulgou dados relativos a 2015. Até 2014, houve progressão no número de vagas, chegando a 16.090 alunos.

O governo justifica o corte como “necessidade de aperfeiçoamento”. De acordo com o MEC, muitos estudantes saíram do país sem domínio do idioma do destino e não conseguiram aproveitar plenamente a experiência.




“Outro ponto considerado foi o custo elevado para a graduação sanduíche, cerca de R$ 3,248 bilhões para atender 35 mil bolsistas em 2015 na Capes, valor igual ao investido em alimentação escolar para atender 39 milhões de alunos”, diz nota do MEC.

Como alteração, as bolsas foram congeladas e será feito um plano de melhoria no ensino de línguas para jovens em idade de Ensino Médio, para capacitá-los para novas oportunidades. Ainda não há qualquer explicação de como isso funcionaria.

As bolsas do CsF serão mantidas, por ora, apenas para a pós-graduação.

Veja abaixo os números do programa e quem são os grandes perdedores com o corte.

 

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Fonte: Exame.com

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