O que saber antes de morar fora com criança

Dicas e sugestões para uma nova vida em outro país

morar fora crianca
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Quando eu e o meu marido decidimos morar fora, ou melhor dizendo viver uma NOVA vida em outro país, fizemos uma grande pesquisa para saber qual lugar seria compatível conosco, muitos pontos foram estudados e principalmente como seria a adaptação do nosso filho em novas terras.

A nossa cabeça sempre gira em torno dos pequenos, não é mesmo?

Depois de ler muito, ver vídeos, falar com amigos que já moravam fora e até mesmo estudar a história, cultura dos países, batemos o martelo e decidimos pela Irlanda.

Claro que muitas coisas nós já sabíamos que íamos encontrar, outras, nós apenas imaginávamos e tem sempre as surpresinhas no meio do caminho que podem nos desestabilizar, mas precisamos estar preparados e entrar com a mente aberta nesse novo desafio.

Quando se mora em outro país, geralmente o primeiro sentimento que se tem é o desconforto, mas nem sempre entendemos de que forma podemos amenizar essa questão. As vezes só o tempo te faz perceber.

Se eu tivesse que fazer tudo de novo, quais seriam os meus novos passos para que eu pudesse ter uma melhor adaptação?

 Viajaria antes ao país escolhido para explorar tudo o que até então estava apenas na planilha.

As fotos, os vídeos podem nem sempre passar a verdade do local. Logo, se eu considerasse na planilha uma ida de 1 semana para entender como funciona o lugar, ter mesmo um feeling, isto é, se eu permitiria chamar esse país de lar, nos ajudaria a traçar um melhor planejamento.

Criaria uma rotina para mim

Para o primeiro ano, a nossa rotina estava organizada da seguinte forma: Meu marido sairia todos os dias para trabalhar, meu filho na escola e nas atividades extras, quanto a mim…

Era a staff da casa, cuidada de tudo, porém, não tinha uma rotina e no primeiro ano me via a maior parte do tempo em casa. Quase pirei.

Até porque para darmos uma criação de qualidade aos nossos filhos, precisamos estar bem. 😉

Conheceria melhor cada “bairro”

É muito importante nos primeiros meses você explorar o ambiente ao redor, sejam os lugares turísticos, o bairro que mais se identifica para acordar todas as manhãs e se sentir bem, e não deixar de se encantar pela história e cultura do local.

Don’t stop!

Sobre a rotina, tudo é novo na sua vida e quando você estaciona, já sabe, né? Aquele famoso ditado, mente vazia…E com isso damos espaço para “sentir falta”, seja de alguém, do que fazíamos, de lugares que eram frequentados por nós, então, a minha dica é:

Viva a cultura do local e se deixe ser “pertencente” ao novo lar. É importante transmitir esse sentimento para a criança.

#Dica

Não reclame! Não fale mal do local, de qualquer problema e ou desafio que precisa ser superado na frente deles.

Lembre-se, crianças são esponjinhas. E tudo na vida passa e se resolve. 🙂

Viajaria entre Dezembro e Fevereiro entre a europa

Todo ano no Rio de Janeiro esperava um inverno de no máximo 18 graus e já passava mal de frio. Então imagina você se mudar para um país que essa temperatura faz parte do verão?

É uma mudança muito brusca e mesmo tendo pesquisado e me conscientizado desse clima, logo percebi que a prática é muito diferente da teoria.

Entre Dezembro e Fevereiro, na europa em geral (principalmente na Irlanda), são meses de frio extremo, uma viagem ou até mesmo 2 ou 3 de curta duração para um país com temperatura mais alta, pode quebrar literalmente o gelo.

O primeiro inverno costuma ser o mais cruel, acho importante esse refrigério em algum outro país, descobri depois que é muito comum por aqui, as pessoas “fugirem” desses meses.

As companhias low cost oferecem passagens bem baratinhas nesse período, são muitas ofertas durante esses meses, principalmente em hotéis com opções para o lazer infantil.

O que faria de novo?

Ter reservado os primeiros dias para me encantar com o país

Já com o carro comprado, viajamos por várias cidadezinhas e permitimos apresentar ao nosso filho um pouco das maravilhas da ilha de esmeralda para incutir nele um bom sentimento do seu novo lar.

Chegar um pouco antes de começar o período letivo do meu filho na escola

Foram quinze dias antes, então, foi o período que nos permitimos curtir em família, nos organizar com: casa, escola, vistos e trabalho até o meu filho começar as aulas.

A matrícula foi feita no primeiro dia de aula e ele começou no segundo.

Deixar para comprar as roupas de frio por aqui

As roupas de frio do Brasil não são compatíveis com o inverno europeu no geral, no máximo para serem usadas no outono. Existem opções de lojas para cada bolso.

Principalmente as roupas infantis que em relação ao Brasil são bem mais acessíveis.

Refazer a planilha

Todo mês refaço a minha planilha, inclusive estava nos planos esse item. Às vezes temos perdas (costumo dizer investimentos) e às vezes ganho. É importante entender que faz parte e constituir um equilíbrio financeiro.

Dinheiro de sobra

O frio na espinha bate quando a mudança de país está perto de se concretizar, não é mesmo?

Noites sem dormir, muitas dúvidas de última hora e nossa mente vive em um mundo paralelo de tantas coisas girando em torno. Por isso que o planejamento financeiro é de extrema importância, e sair do país para tentar a sorte sem nada organizado, pode render uma dor de cabeça muito grande.

Precisamos passar confiança e serenidade para as crianças, mas como dentro desse cenário? Por isso, sempre digo, um bom planejamento é fun-da-men-tal.

O meu planejamento financeiro contemplava uma quantidade suficiente de dinheiro, contando com 3 cenários diferentes:

  1. Se nada der certo em um ano, isto é, sem uma fonte de renda no novo país (não que eu seja pessimista, mas é importante esse pé no chão)
  2. Uma margem de seis meses para estar empregado;
  3. Menos de dois meses com emprego.

É claro que cada pessoa funciona de uma forma, tem suas expectativas e objetivos diferentes.

As dicas acima são apenas sugestões de pessoas que tiveram essa experiência e, depois de 2 anos fizeram seu “balanço” sobre sua decisão da NOVA vida no exterior. 😉

 

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